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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

MAIS DUAS PREMIAÇÕES PARA "EDGAR ALLAN POE"


O monólogo Edgar Allan Poe, da companhia Quatro Asas, conquistou duas premiações no 8º. Festival Nacional Jaime Sanches, em Botucatu/SP: 3º. Melhor Espetáculo pelo júri técnico (além das indicações para Direção, Ator e Sonoplastia) e Melhor Espetáculo pelo Júri Popular. Esta última premiação é particularmente relevante, por uma certa resistência do público ao formato de monólogos e pela presença de comédias (frequentemente mais aceitas pelo público) no festival.



Com estas duas conquistas no FEJASA, o espetáculo chega à marca de sete premiações.

Abaixo, mais dois momentos da apresentação no Teatro Cristiano Dinucci.










terça-feira, 5 de agosto de 2008

EDGAR ALLAN POE


por Fernando Antonio Lomardo

EDGAR ALLAN POE é um espetáculo que transfere para o palco o impacto violento e condensado do genial autor norte-americano. Verdadeiro precursor do pensamento dos séculos XX e XXI, criador do gênero policial, precursor da ficção-científica, investigador acurado da psicologia, Poe deixou uma obra que reúne ficção, poesia, crítica, ensaios, filosofia e correspondência. Tinha também perfeita noção, já na primeira metade do século XIX, do princípio que o contista (e boxeador amador) Júlio Cortazar iria enunciar mais de cem anos depois: “Se o romance pode se dar ao luxo de vencer o leitor por pontos, o conto tem que fazê-lo necessariamente por nocaute”.

Portanto, a adaptação vai buscar a teatralidade sem alterar a trajetória original dos contos, intercalando-os com outras modalidades de texto que expressam a síntese do pensamento de Poe. Na interpretação, o uso do exercício de transição permite que um único ator circule por todas as personagens, sem troca de figurinos ou apoio de maquiagem.

O espetáculo é dividido em quatro blocos:

1 – O coração humano: trechos de cartas e ensaios revelam o desafio e o
desespero de conhecer a si mesmo.

2 – O coração delator: um assassinato sem causa aparente, e a culpa de um
homem levando-o à alucinação.

3 – O demônio da perversidade: a natureza perversa do homem é comentada
com o sarcasmo típico de Poe.

4 – O barril de amontillado: a pavorosa história de uma vingança fria e
implacável.



Adaptação, direção e atuação: FERNANDO LOMARDO

Iluminação e operação de luz: BRUNO d’OLIVEIRA

Sonoplastia e operação de som: ISADORA LOMARDO

quinta-feira, 24 de julho de 2008

HISTÓRIA DA LOGO

A logomarca da Quatro Asas surgiu acidentalmente. No processo de montagem do monólogo Edgar Allan Poe, em 1994, o diretor Fernando Lomardo procurava uma imagem que simbolizasse a temática sinistra do espetáculo. Indeciso entre a silhueta do morcego (comumente associada à noite e ao mistério) e a do corvo (que remete ao célebre poema de Poe), preparou um desenho de cada imagem e deixou-os dentro de uma pasta. No dia seguinte, ao abri-la, os dois desenhos superpostos, feitos em papel de seda, formavam uma imagem entrelaçada. Este acaso gerou não apenas a logomarca do espetáculo, mas o próprio nome da Companhia.